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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Cinema, Missão Crítica | 16:00

Missão Crítica: O filme “LOLA” segue uma receita repetida que sempre faz alarde entre os adolescentes e insucesso entre os cinéfilos!

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Quantos anos você tem? Acima dos 18? Se a resposta for sim, você vai ter a sensação de que já viu esse estilo de filme em algum lugar. Agora, se você tem menos de 16 anos, vai achar toda à história bem nova.

“LOLA” conta a história de uma jovem de mesmo nome, que vive aquela velha fase que muitos já passaram, estão passando ou vão passar: a adolescência. Aqui você vai encontrar de tudo, os estereótipos dos mais comuns, como a menina malvada/safada da escola, o menino dos sonhos, o nerd, a menina revoltada, a mãe preocupada, a avó legal, entre outros.

Uma diferença dos filmes tradicionais de “teenagers” e alguns passados, esses jovens têm um bom dinheiro no bolso, usam os mais modernos aparelhos eletrônicos, estão sempre conectados, conseguem uma liberdade exacerbada e fazer sexo é algo tão comum quanto atender um celular, quer dizer, nem todo mundo pensa dessa forma, Lola está esperando um “cara” certo para perder a virgindade. Neste ponto é que a trama parece como qualquer filme sobre adolescentes. E é claro, não falta nesta receita os famosos ingredientes – lá vêm os clichês: um diário lido por um intruso, uma festa louca, uma paixonite pelo professor, jovens despreocupados com estudos, mal entendidos amorosos, ilusões românticas, revolta contra os adultos e pais que não entendem os filhos.

A protagonista Miley Cyrus, que está na casa dos 19 anos, ainda é nova e consegue convencer com facilidade os dilemas e dificuldades de ser uma adolescente, ela maneja de forma plausível (apesar de ainda ser inexperiente) uma personagem que movida por hormônios, não tem muitas questões profundas – apesar de achar que tem. Já a bela Demi Moore, que interpreta a mãe de Lola, faz o melhor que pode com a sua personagem e com o roteiro dado – não há outra saída a não ser fazer o normal das mães nos filmes adolescentes. Mesmo a personagem tendo um comportamento “moderno” diante das situações criadas pela filha, em algum momento ela cai no modelo tradicional e já esperado.

Dentre as personagens, uma que parece estar bem fora de estação é a atriz Ashley Greene, que aos 25 anos, não está conseguindo mais persuadir ninguém que é tão jovem assim. Apesar dos fãs de “Crepúsculo” serem os primeiros a dizerem o contrário. Greene deveria deixar esse estilo de filme.

O elenco de apoio tem alguns bons nomes como Marlo Thomas (que tem uma carreira mais pautada na TV) e o ator Thomas Jane (O Nevoeiro), porém com participações até insignificantes.

Para os que não sabem, “Lola” é um remake americano do filme francês “Rindo à Toa” (2008), sendo ambas as produções dirigidas e escritas por Lisa Azuelos. Ela adapta sem muitas surpresas e mantém até muitos planos do original, tendo algumas mudanças consideráveis no enredo, já que o longa de 2008 se passa em Paris, enquanto o atual, os personagens viajam em um intercâmbio escolar para um vilarejo perto da Cidade Luz – e no filme francês os jovens vão para um vilarejo nos arredores de Londres. Por sinal, nesta parte da história, tudo é estereotipado, como o Brasil que é resumido internacionalmente como futebol, carnaval e nudez. Entre os dois longas, “Rindo à Toa” ainda parece com mais frescor.

Por fim, o filme “LOLA” segue uma receita repetida que sempre faz alarde entre os adolescentes e insucesso entre os cinéfilos.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Letícia Helena 13/08/2012 19:29

    Eu achei muito sem nexo esse filme. Eu tenho 13 anos, estou chegando nessa fase, mas acho que esses filmes “teenagers” são como uma critica exagerada ao estilo americano de ser adolescente. Tem algumas passagens no filme que eu achei até ridículas, mas enfim, eu não gostei muito. Não que seja apenas por esse estilo repetido com a menina malvada do colégio ou o cara dos sonhos que de qualquer jeito vai estar nas mãos da protagonista alguma hora, mas simplesmente porque esses adolescentes de filmes modernos não colam mais. Eu prefiro assistir FILME, não um longa desajeitado e repetido cheio de coisas ridículas sobre adolescentes modernos.

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