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domingo, 12 de janeiro de 2014 Cinema, Globo de Ouro | 11:00

Quando o Globo de Ouro premia melhor que o Oscar!

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Muitos podem falar mal das decisões do Globo de Ouro, mas eles são mais corajosos ao pensarem diferente com a escolha de certos vencedores.

Às vezes, os membros do Globo de Ouro premiam até melhor que a Academia do Oscar.

De centenas de vencedores, pegamos 7 casos em que o Globo de Ouro não concordou com os vencedores do Oscar, e foram decisões mais sábias e interessantes.

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Nada contra Loretta Young, que venceu como Melhor Atriz, mas a sua vitória foi completamente inesperada. Na verdade, Rosalind Russell é que merecia ter vencido, ela estava na sua terceira indicação e por uma atuação muito mais dramática. A Academia esnobou a vitória, mas o Globo de ouro abraçou a atriz, que já havia vencido no ano anterior por “Sacrifício de uma Vida” (1947) e ainda teve mais três vitórias posteriores – total de 5 Globos de Ouro. Enquanto que no Oscar, Rosalind teve 4 indicações no total e nenhuma vitória…

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Por mais que Judy Holliday tenha tido uma atuação correta, nada supera a performance de Gloria Swanson, que estava maravilhosa como uma atriz decadente do cinema mudo. Conta-se que Judy ganhou por ter tido muita distribuição de votos da Academia entre as indicadas-concorrentes, e por isso, ela se beneficiou. Contudo, os membros do Globo de Ouro foram mais unanimes e preferiram premiar Gloria. No Oscar, Swanson tinha sido indicada duas vezes anteriores ao Oscar – total de 3 indicações e nenhuma vitória, nem mesmo um Oscar honorário.

 

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Apesar de “Sinfonia de Paris” ter também ganho o Globo de Ouro de Melhor Filme em Comédia ou Musical, isso se explicava pelo motivo de ser o único longa de mais destaque com o gênero Musical em anos! Naquela época diziam que o prêmio de Melhor Filme em Drama contava mais, e os membros do Globo de Ouro premiaram “Um Lugar ao Sol”. No Oscar, tanto “Sinfonia de Paris” e “Um Lugar ao Sol” ganharam igualmente 6 Oscars, mas “Um Lugar ao Sol” era tecnicamente melhor e tinha uma direção superior. Mas a vontade da Academia em premiar um musical era bem maior… faziam 22 anos desde que um musical havia ganho a principal estatueta – “Melodia da Broadway”.

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Sabe aquele papel único da carreira? Esse foi o caso de Janet Leigh, que foi imortalizada por sua cena no chuveiro, em “Psicose”. A atriz Shirley Jones estava bem em “Entre Deus e o Pecado” , mas Janet marcou muito mais. A Academia que tinha certos preconceitos preferiu premiar Jones, enquanto que os membros do Globo de Ouro foram bem mais corajosos ao darem a vitória para Janet. Por sinal, Leigh só foi indicada apenas essa vez em toda a sua carreira no Oscar, assim como no Globo de Ouro.

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Chega a ser triste saber que Robert Altman foi indicado sete vezes ao Oscar e não levou nada! Altman sempre foi um diretor mal-entendido pela Academia  – mesmo tendo levado o Oscar Honorário, em 2006. Ele teve sua melhor chance ao Oscar de Melhor Diretor por “Assassinato em Gosford Park”, que foi sua última indicação da carreira, mas perdeu para a boa (apenas boa) direção de Ron Howard.  Os membros do Globo de Ouro viram a bela direção de Altman, que tinha um quê do cinema antigo, e deram a vitória em Melhor Diretor.

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Sério?! É isso mesmo, Academia? Tatum O’Neal melhor que Linda Blair por “O Exorcista”? Essa briga de Tatum e Linda foi como entre o bem e o mal. A pequena Tatum teve uma atuação fofa e… não passou disso. A Academia conservadora dificilmente iria premiar uma atriz por interpretar uma menina possuída, que gritava palavrões e tomava atitudes obscenas. Já os membros do Globo de Ouro tiveram uma mente aberta e deram a vitória para Linda –  e eles foram além ao premiarem “O Exorcista” como Melhor Filme em Drama. Dizem que Linda perdeu por uma campanha negativa: a voz não era dela, as cenas mais pesadas eram feitas por uma dublê e a atuação teve auxílio em grande parte da maquiagem/efeitos especiais.

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O ator Cliff Robertson foi a única nomeação no Oscar do filme “Os Dois Mundos de Charly”, o  próprio achou que não ganharia, e nem compareceu na premiação. Todos achavam que Peter O’Toole (com sua terceira indicação até aquele momento) iria por fim levar a estatueta de Melhor Ator, mas não aconteceu e perdeu… Os membros do Globo de Ouro valorizaram a soberba atuação de Peter, que levou como Melhor Ator em Drama por “O Leão No Inverno”, ele havia ganhado dois Globos de Ouro anteriormente e viria a vencer mais uma vez posteriormente – total de 11 indicações e 4 vitórias. Atualmente, há uma concordância que a melhor chance de Peter para vencer o Oscar era por “O Leão No Inverno”. Ele nunca levou uma estatueta em categoria competitiva – indicado 8 vezes e nenhuma vitória.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Jonathan Kennedy 12/01/2014 17:34

    Com essa matéria acredito ainda mais que o Oscar é comprado e manipulado! Temos que mudar isso!

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Os comentários do texto estão encerrados.