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domingo, 26 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 13:00

Filme de 3 horas sobre amor lésbico "Blue Is The Warmest Colour" ganha a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2013!

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Como tínhamos dito no dia 9, os críticos amaram e estavam apoiando o filme “Blue Is The Warmest Colour” de Abdellatif Kechiche.

O júri presidido por Steven Spielberg também foi fulminado pela trama de 3 horas sobre o amor entre duas mulheres, e neste domingo (26/05), concedeu o prêmio máximo do Festival de Cannes, a Palma de Ouro de 2013 – o diretor americano ao anunciar o vencedor, ainda fez uma menção de reconhecimento das atuações de Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux, algo que nunca foi feito antes.

Como sempre, não houve um filme dominando as categorias, e quase a maioria dos longas que foram bem elogiados levaram para casa algum reconhecimento do júri (formado por: Nicole Kidman, Lynne Ramsay, Ang Lee e Christoph Waltz. O cineasta e ator francês Daniel Auteuil, o diretor romeno Cristian Mungiu, a atriz indiana Vidya Balan e o diretor japonês Naomi Kawase).

Confira todos os vencedores desse ano, abaixo:

PALMA DE OURO: “Blue Is The Warmest Colour” de Abdellatif Kechiche

O diretor Abdellatif Kechiche e suas musas, Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux,

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sábado, 25 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 21:00

Festival de Cannes 2013 – Dia 11: A cidade francesa é invadida por vampiros de "Only Lovers Left Alive" e "Venus in Fur" apresenta a esposa talentosa de Roman Polanski!

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Neste décimo primeiro dia em Cannes, foram apresentados os últimos filmes em competição do Festival.

O longa “Only Lovers Left Alive” atraiu grande interesse por falar sobre vampiros e ter conseguido chegar na cidade francesa. Dirigido por Jim Jarmusch, tendo como protagonistas Tom Hiddleston e Tilda Swinton, e com participação de Mia Wasikowska, John Hurt e Anton Yelchin; a trama é a seguinte:

Colocado contra a desolação romântica de Detroit e Tânger, um músico subterrâneo, profundamente deprimido pela direção das atividades humanas, se reúne com sua amante resiliente e enigmática. Sua história de amor já sofreu vários séculos, pelo menos, mas o seu idílio debochado é logo interrompido por sua selvagem e incontrolável irmã mais nova. Será que esses estranhos sábios, mas frágeis continuam a sobreviver enquanto o mundo moderno entra em colapso ao seu redor?

Jim Jarmusch, os produtores e os atores do filme, Tilda Swinton e Tom Hiddleston, responderam às perguntas da imprensa. Confira algumas partes, abaixo:

Jim Jarmusch, a respeito da gênese do seu filme:
Tinha o projeto de realizar uma história de amor entre vampiros há já sete anos. Foi difícil financiar e realizar o filme, mas Tilda, com quem falei desde o início, nunca abandonou, mesmo quando as coisas se tornavam mais complicadas.

Jim Jarmusch, acerca da presença de dois atores britânicos nos papéis principais:
Que eu saiba, as histórias de vampiros na literatura vêm da Inglaterra. É algo de muito britânico. A percepção que os ingleses têm da literatura e do resto do mundo é excepcional, e queria realçar esse aspecto desta forma.

Jim Jarmusch fala da escolha dos lugares de filmagem:
Tânger e Detroit são cidades abstratas, são dois lugares que me atraem por razões pessoais. Detroit é uma cidade misteriosa e mágica. Hoje, é uma cidade numa situação de depressão, trágica. No entanto, ainda possui uma cena musical inspirada. Aliás, a música é muito importante no filme. Nada foi escolhido ao acaso. Este filme é uma música visual.

Tilda Swinton, acerca dos vampiros:
Sentimo-nos todos fascinados pelos vampiros. Muito provavelmente porque têm vidas sem fim e porque nos sentimos aterrorizados com a nossa morte. O que eu gosto neste filme, é a ideia da vida e de trabalho invisível.

Tom Hiddleston fala do seu papel:
O papel de Adam continha perspectivas fascinantes. A ideia de desempenhar uma personagem que incarna a melancolia e o romantismo agradou-me. É uma história linda entre duas personagens que se amam e se aceitam. Exploramos o amor num contexto de imortalidade.

Para um filme sobre vampiros, que as pessoas agora criaram certo distanciamento por causa das franquias vampirescas atuais, os críticos receberam até muito bem a produção.

O crítico Todd McCarthy fala sobre a participação da atriz vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante: “Swinton é muito maravilhosa e extraordinariamente acessível aqui em uma generosa, emocional, doce performance“.

O Screen Daily escreveu: “A languidez elegante de “Only Lovers Left Alive” surpreendentemente deixou alguns críticos clamando por sangue, mas esta elegante história de vampiros de Jim Jarmusch é um retorno real para o formar como padrinho do movimento indie. Tilda Swinton assume o papel como Eva, então não é tarefa fácil para o jovem Tom Hiddleston, para acelerar e interpretar Adam. O que não te mata te faz claramente mais forte, e os amantes levam Hiddleston a um novo nível, o seu desempenho bastante confiante perfeitamente calibrado até a serenidade de Swinton”.

A Variety primeiramente perguntou: “Será que alguém fez uma regra de que cada diretor tem que produzir um filme de vampiros em algum momento? Se assim for, Jim Jarmusch recebeu o memorando, e ele belisca o gênero ligeiramente em “Only Lovers Left Alive” para caber em seu próprio ambiente descontraído, transformando em uma história de amor doce, mas leve sobre sanguessugas modernos cansados ​​do mundo. Tilda Swinton e Tom Hiddleston tem química empática como protagonistas, e o filme (adquirida pela Sony Classics em Cannes) é uma mancha mais comercial do que sinuoso esforço anterior de Jarmusch, “Os Limites do Controle”. Mas ainda parece como uma piada destinada apenas para alguns acólitos, que provavelmente vão adorar com uma paixão eterna”.

O jornalista do Peter Bradshaw do The Guardian deu três estrelas e brincou: “Se houvesse um prêmio em Cannes por Maior Filme estudantil, esse seria absolutamente levado por ele”.

O The Telegraph deu quatro estrelas e disse: “Only Lovers Left Alive”, a nova lânguida comédia de Jim Jarmusch, gira em torno de dois vampiros de humor reflexivo. Eles são Adam e Eva – talvez o “Adão e Eva” – e eles são interpretados por Tilda Swinton e Tom Hiddleston à perfeição draconilda. Swinton e Hiddleston, você imagina, exigiria muito poucos ajustes para convencer como dois belos membros mortos-vivos. Talvez a equipe de maquiagem pulverizou sobre eles um pouco de bronzeado falso e deixou por isso mesmo”.

A jornalista Jessica Kiang disse: “É um filme inusitado, divertido e em uma freqüência muito engraçada, (…). É também, tendo em conta a mente do diretor, de longe, o filme mais acessível que ele fez há algum tempo, embora ainda um pouco sobre o lado lânguido para muitos, com suas raízes do gênero, permitindo o diretor dar a rédea solta à sua estranheza inerente em um contexto compreensível, assim, não necessariamente perde a metade da audiência em perplexidade”.

“Only Lovers Left Alive” estreia apenas em dezembro na Rússia, e ainda sem data para os EUA e Brasil.

Roman Polanski na conferência de imprensa de "Venus In Furs" - photo: FDC / F. Lachaume

O outro destaque ficou com a estreia de “La vénus à la fourrure” (Venus in Fur), novo filme de Roman Polanski, que traz a sua esposa Emmanuelle Seigner no papel principal; e ela se reúne novamente com Mathieu Amalric – a última vez foi em “Escafandro e a Borboleta“. Leia mais »

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sexta-feira, 24 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 21:00

Festival de Cannes 2013 – Dia 10: Os críticos se dividem totalmente por causa de "The Immigrant", mas aprovam Marion Cotillard

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Nesta sexta-feira, Marion Cotillard surgiu novamente para promover e discutir mais um filme em que atua, e que está na competição oficial do Festival de Cannes.

O aguardado “The Immigrant” de James Gray, se passa em 1921 e conta como Ewa e a irmã Magda deixam a Polônia para a terra prometida, Nova Iorque. Ao chegar a Ellis Island, Magda, que sofre de tuberculose, é posta em quarentena. Ewa, sozinha e desesperada, cai nas redes de Bruno, um proxeneta sem escrúpulos. Para salvar a irmã, está pronta a sacrificar tudo e, resignada, prostitui-se. A chegada de Orlando, ilusionista e primo de Bruno, restaura a confiança e a esperança de dias melhores. Mas não contavam com o ciúme do Bruno.

O elenco inclui Jeremy Renner e Joaquin Phoenix – que não pôde comparecer ao Festival e causou muita decepção nos fãs.

James Gray deu a conferência de imprensa do filme “The Immigrant”, acompanhado pelos atores Renner e Cotillard, o diretor de fotografia Darius Khondji, o designer de produção Happy Massee, e os podutores Anthony Katagas e Greg Shapiro. Confira algumas partes ditas, abaixo:

James Gray sobre a rodagem em Ellis Island:
Foi difícil porque é uma ilha, e é também um lugar turística com um museu aberto 365 dias no ano. Rodamos então de noite com gruas enormes para iluminar. Se soubesse antes, penso que não o teria feito.

James Gray acerca da imigração:
Ellis Island era o lugar onde chegavam todos os imigrantes entre 1920 e 1924. 40% dos Americanos têm um membro da família que passou por EIlis Island. Sou a favor da imigração. A imigração enriquece a sociedade, traz vitalidade, flexibilidade e dinamismo à cultura.

Marion Cotillard sobre a sua voz em polonês:
A linguagem faz parte de um todo, gosto de criar personagens que têm a sua própria forma de andar, a sua própria linguagem física, a sua própria voz. Quando devemos aprender uma língua, isso ajuda a construir algo de diferente. No filme, desempenho uma polonesa, devia então falar perfeitamente, sem sotaque. Percebi que para bem falar, devia mergulhar na cultura polonesa. Fiz a mesma experiência em inglês e em italiano. A cultura enriquece a língua e vice-versa.

James Gray a respeito de Joaquin Phenix:
Giramos em redor dos atores. E com alguns, notamos que sentimos a mesma coisa em relação à vida, à arte, aos comportamentos humanos. desde o nosso primeiro filme, vi que Joaquin Phenix tinha um leque muito vasto no plano emocional.

Agora no que diz a respeito sobre a recepção, o crítico Eric Kohn afirmou que este filme foi o que mais dividiu os críticos nesta edição do festival.

A Variety disse: ““The Immigrant” se desenrola em seu próprio ritmo, construindo lentamente, talvez até tedioso para alguns, para a sua conclusão emocionalmente catártica”.

O jornalista Peter Bradshaw do The Guardian deu duas estrelas para o filme e criticou: “Cotillard mesma é incapaz de dar um desempenho ruim e ela certamente carrega ato de abertura do filme, (…) Gray é um diretor inteligente, sempre preocupado em oferecer o seu público algo diferente do que o habitual da fórmula de Hollywood para filme. “The Immigrant” é certamente diferente: mas Gray parece ficar sem ideias e o filme é disforme e insatisfatório“.

O The Telegraph também deu apenas duas estrelas e mostrou descontentamento: “Este é, sem dúvida, a maior decepção do festival: Gray sabia exatamente como preencher as telonas em 2007 do “Os Donos da Noite”, mas “The Immigrant” ainda parece como um esboço preparatório”.

O In Contention deu belos elogios: “um dos últimos verdadeiros clássicos do cinema norte-americano (…) O filme resultante é absolutamente extraordinário: a tragédia silenciosa com as palavras, ao mesmo tempo ousadia quebrando forma enquanto refletindo paixões e curiosidades de Gray”.

Outros que deram boas críticas foram: Todd McCarthy (“discretamente doloroso” “sensível melodrama observado“) e Peter Debruge (“um conto romântico que corta a alma da experiência americana”).

O Cine-Vue disse: “”The Immigrant” escapa do brilho dourado de seus clichês melodramáticos através do calibre de ofício de Gray – um pouco de sua composição da filmagem serve como um masterclass na arte – e as curvas de seu elenco estrelado.

O The Irish Times não pensa da mesma forma e afirma: “Se o filme fosse o piloto para uma série da HBO, então você provavelmente ficaria atento para o segundo episódio. Como um filme independente, parece coisa muito fina. Gray não precisa se preocupar. Ele vai certamente estar de volta aqui em um ano ou algo assim“.

Enquanto os críticos se dividiram, quase todos concordaram que Cotillard fez um trabalho excelente. O London Evening Standard observou: “Todas as três performances são boas, com Cotillard mostrando uma vontade de aço por de trás de sua timidez e Phoenix dando ao seu personagem apenas charme suficiente para sugerir que ele não é um vigarista total. Se o filme não tem o drama e emoção de “Era uma vez na América”, é um retrato sincero e decentemente tratado de uma época em que muitos acreditavam que os EUA era uma terra quase mítica da abundância”.

“The Immigrant” estreia em 27 de Novembro na França, e ainda sem data para cá.

Confira as fotos do décimo dia, abaixo:

A equipe do filme "The Immigrant" na conferência de imprensa - photo: FDC / F. Lachaume

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quinta-feira, 23 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 21:00

Festival de Cannes 2013 – Dia 9: O filme lésbico de 3 horas "Blue is the Warmest Colour" ganha apoio da crítica para a Palma de Ouro e "Nebraska" de Alexander Payne recebe boatos de Oscar 2014

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O nono dia no Festival esquentou bastante! O novo filme do diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, “La Vie d’Adele” (o título Inglês, “Blue is the Warmest Colour”), chegou a Cannes precedido pela notícia de que a trama tem uma longa cena de sexo explícito entre duas mulheres. Depois de mais de uma semana de variados filmes, esse é o tipo de atenção que a cidade francesa necessita. ” Estou espantado”, disse um crítico após a exibição.

O longa que é protagonizado por Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux, segue a história  de Adele, que aos 15 anos, sai com garotos de tipos diferentes. Sua vida é virada de cabeça para baixo na noite em que conhece Emma, ​​uma jovem mulher com cabelo azul, que lhe permitirá descobrir o desejo, e afirmar-se como mulher e como adulta. Na frente dos outros, Adele cresce, procura-se, perde-se e encontra-se.

Durante a conferência de imprensa, houve muitas perguntas para Abdellatif Kechiche e a sua equipe. O cineasta esteve acompanhado pelas suas duas atrizes principais, e os seus dois produtores, Brahim Chioua e Vincent Maraval. Confira. abaixo:

Abdellatif Kechiche sobre os grandes planos
Não é algo em que reflitamos verdadeiramente, mas o grande plano permite captar expressões muito finas que nem sempre vemos na vida.

Abdellatif Kechiche sobre o calor e a intimidade das cenas de sexo
A sensualidade é mais difícil de filmar nas cenas das refeições. Ainda que não seja fácil para as cenas de sexo, já há as esculturas dos corpos, a luz, a beleza dos rostos.

Sobre o trabalho com Abdellatif Kechiche

Léa Seydoux: O que é apaixonante com o Abdel, é que nunca terminamos, há milhões de possibilidades, e com os rushes, ele pode fazer um filme completamente diferente. Ele tem uma forma de fazer os filmes única no mundo, ele fá-lo no momento.

Adèle Exarchopoulos: Ele tem uma maneira de dirigir sem dirigir. Nem sequer sabemos quando estamos ou não a ser filmados.

Abdellatif Kechiche sobre uma eventual sequência:
Desde L’esquive, sempre tive dificuldade em deixar as minhas personagens. E aqui imagino que poderia acontecer tanta coisa na vida da Adèle que comecei a imaginar novos capítulos. Não sei se existirão, mas entusiasma-me pensar nisso.

O longa não poderia ter tido melhor recepção dos críticos. Tendo uma duração de 3 horas, o filme se arriscou com a possibilidade de ser maçante, mas no final, todos amaram e queriam mais horas de trama. Por enquanto, muitos críticos passaram a apostar em “Blue is the Warmest Colour” como vencedor da palma de ouro.

O jornalista Jordan Mintzer disse: “Com quatro editores creditados (incluindo co-escritor Lacroix) moldam as cenas em um todo funcional, o ritmo e performances nunca brandam, apesar de o tempo de execução do filme, enquanto a história parece como se pudesse continuar”.

O diário Variety avisou: “Conversas pós-triagem, inevitavelmente giram em torno não só das performances de galvanização de Adele Exarchopoulos e Lea Seydoux, mas também o fato de que eles gastam muito deste épico emocional de três horas em promulgar as cenas gráficas de sexo lésbico mais explosivas na memória recente. O resultado é certo para agitar a emoção e polêmica no circuito do festival, limitando o potencial de filme de arte, exceto nas guarnições significativas para o tempo e conteúdo“.

O The Telegraph amou o filme e aposta como sendo o vencedor da Palma de Ouro: “O filme de Kechiche é de três horas de duração e, o único problema com o tempo de execução é que eu poderia ter felizmente assistido outras sete. É uma prolongada explosão extraordinária de prazer, tristeza, raiva, desejo e esperança, e nela contido – embora só agora – as duas melhores performances do festival, a partir de Adèle Exarchopolous e Léa Seydoux”.

O Cine-Vue fez comparações com o filme de Michael Haneke: “No ano passado, foi um conto sobre o teste do tempo “Amor que pegou a Palma de Ouro, este ano, “Blue is the Warmest Colour” de Abdellatif Kechiche – um conto de amor jovem e a intensidade / agonia que isso implica – poderia ser muito bem o filme que ficará com o prêmio máximo de Cannes“.

O renomado The Times deu cinco estrelas e disse: “O extraordinário sobre “Blue is the Warmest Colour”, o estudo de três horas de Abdellatif Kechiche da sexualidade de uma jovem mulher e a emocional jornada, não é a intimidade eletrizante das cenas de sexo explícito. Não é a coragem e o empenho das duas atrizes, Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux, que interpretam as amantes Adèle e Emma. É o fato de que, no ponto de a história terminar, eu percebi que não só eu não olhei para o meu relógio uma vez, mas eu também poderia felizmente passar mais três horas imerso nesta meditação ricamente detalhada e compassivo sobre amor e perda“.

Blue is the Warmest Colour” estreia em 9 de outubro nos cinemas franceses, e ainda sem data para cá.

Alexander Payne na conferência de imprensa de "Nebraska" - photo: AFP

O filme “Nebraska” de Alexander Payne foi outro destaque do dia no Festival, a última aparição de Payne foi no Oscar com o filme “Os Descendentes” que recebeu 5 indicações – e ganhou uma estatueta com Melhor Roteiro Adaptado por Payne. A mistura de gêneros de comédia com drama que se deu no filme anterior do diretor se repete no novo filme.

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quarta-feira, 22 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 21:00

Festival de Cannes 2013 – Dia 8: "Only God Forgives" de Nicolas Winding Refn é vaiado e massacrado pela grande parte da imprensa!

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O oitavo dia do Festival de Cannes trouxe um dos filmes mais aguardados desde que foi anunciado como competidor oficial, “Only God Forgives” de Nicolas Winding Refn voltou depois da ótima recepção por “Drive”. Porém, as coisas não foram tão positivas e o ambiente não foi tão receptivo como da primeira vez.

Além disso, a estrela principal do filme Ryan Gosling não pôde comparecer na estreia. Numa conferência de imprensa, o diretor de Cannes Thierry Fremaux leu uma carta de Gosling desculpando-se por sua ausência. O ator está atualmente em Detroit filmando “How to Catch a Monster“, sua estreia como diretor.

Não posso acreditar que eu não estou em Cannes“, escreveu Gosling. “Eu estava esperando para ir, mas eu estou na terceira semana de filmagem do meu filme em Detroit. Sinto falta de todos vocês. Nicolas, meu amigo, realmente somos as mesmas pessoas em diferentes dimensões. Estou lhe enviando boas vibrações.

Sua ausência foi algo não muito bem vista pelos críticos e um golpe para o festival, alguns diziam que ele não apareceu, pois já sabia que a vaia iria surgir na estreia.

O longa se passa em em Bangcoc, e Julian, um fugitivo da justiça americana, dirige um clube de boxe tailandês que serve para cobrir o seu tráfico de droga. A mãe, chefe de uma grande organização criminal, chega aos Estados Unidos para repatriar o corpo do filho preferido, Billy: o irmão de Julian acaba de ser selvaticamente morto por ter massacrado uma jovem prostituta. Doida de raiva e com sede de vingança, exige de Julian a cabeça dos assassinos. Julian terá então de enfrentar Chang, um estranho polícia na reforma, adulado pelos outros polícias…

Os atores Kristin Scott Thomas, Yayaying Rhatha Phongam, Tom Burke, Vithaya Pansringarm, Rhatha Phongam, Joe Cummings e Byron Gibson também formam o elenco.

Durante a conferência de imprensa Nicolas Winding Refn e a equipe falaram sobre alguns pontos:

Nicolas Winding Refn recorda ao escrever o argumento do filme:
Estava numa fase existencialista. Tinha em mim uma cólera permanente que não sabia como canalizar. Nesses momentos, entregamo-nos a Deus. Foi assim que tive a ideia do personagem de um homem que se considera Deus e dessa relação entre uma mãe devoradora e o seu filho. Realizei um filme sobre a noção de espiritualidade e misticismo.

Nicolas Winding Refn sobre a violência de que está impregnado em seu filme:
A arte é um ato de violência. A minha abordagem é um pouco pornográfica, é o que me excita que vale. Não posso censurar essa necessidade. Não se deve esquecer que o nosso nascimento nos obriga a violência, é instintivo, mas ao fio dos anos, ela torna-se mais mental, e a arte permite-nos exprimi-la.

Nicolas Winding Refn sobre o personagem de Julian (Ryan Gosling):
A ideia era de contar a história de um homem imerso no seio de uma viagem que ele não sabe quando vai terminar. Ele está ligado, acorrentado a sua mãe e para se libertar dela, deve passar por uma forma de violência. Julian fala pouco mas a linguagem do silêncio é a mais poética. As imagens e os sons despertam melhor as emoções que os diálogos. Nós utilizámos o movimento e os espaços para descrever o personagem.

Cliff Martinez falando da sua música:
Não pensei que a música pudesse substituir os diálogos, mas tentei narrar esta história através da música. A pop musique e Wagner tiveram uma influência importante. Nicolas pediu-me para não compor a mesma música de Drive. Orientei-me para uma música típica dos filmes de ficção científica e de terror.

Os críticos deram muitas vaias na sessão para imprensa e distribuíram opiniões bem negativas na internet ao filme de Nicolas. Confira, abaixo:

O Huffington Post avisa: “Quando Ryan Gosling e Nicolas Winding Refn se uniram em um último filme, o resultado foi “Drive”, um hiper-violento e extremamente amado filme que ganhou elogios no Festival de Cannes de 2011, e Refn ganhou o troféu de Melhor Diretor do júri do festival. A julgar pela resposta rápida para “Only God Forgives”, mais recente colaboração da dupla, não espere uma repetição”.

O The Wrap foi bem negativo em sua crítica: “A trama de “Only God Forgives” pode ser resumido em poucas frases, e realmente não existe, por qualquer motivo, exceto para as pessoas que matam artisticamente. Há um lugar para filmes como este, e muitos vão amá-lo. Para mim, foi duas horas do precioso tempo que eu nunca vou ter de volta. Nunca. Além disso, vou precisar enterrar as profundas imagens de Refn, a fim de lembrar as coisas bonitas que eu vi dos outros”.

O The Telegraph observou que o filme não é bom, mas de certa forma aprova: “Eu amo o filme? Não. Mas eu adoro isso que Winding Refn fez; que após o sucesso de “Drive” deu-lhe uma rachadura honesta no grande momento, (…), “Only God Forgives” é o espetáculo de um jovem e brilhante diretor que gira em grande estilo. É um belo desastre”.

O What Culture deu uma estrela e disse: “A trama brinca, mas o roteiro é tão escasso a ponto de ser quase inexistente, e o ritmo irritantemente ofegante de Refn é quase provocador de anti-entretenimento, especialmente quando ele faz com que cada um de seus personagens ande tão lentamente quanto possível”.

O London Evening Standard não ficou de fora da opinião dos críticos: “O resultado é um filme muito estranho, equipado com um script que dificilmente iria encher quatro ou cinco páginas, e personagens que se movem lentamente para trás e para a frente quando eles não estão olhando para o outro”.

No final, teve gente contando quantas falas tinham os personagens no filme, e disseram que Gosling conseguiu apenas 17 em todo o roteiro.

Film School Rejects misturou pontos positivos e negativos: “Um certa regressão do trabalho anterior do diretor, “Only God Forgives” é extremamente decepcionante, concha vazia de um filme. Do ponto de vista estilístico, o filme mistura, fotografia, design de som e trilha e são excelentes, e Kristin Scott Thomas oferece um desempenho de apoio estelar“.

A famosa revista americana EW também não perdoou: “O problema é que “Only God Forgives” não tem um roteiro muito do que uma contagem de corpos. Seus personagens, mesmo aquele interpretado por Gosling (o nome dele é Julian), não pretende ser nada mais do que abstrações de uma nota. (…) Eu duvido que este filme está indo para obter o aplauso ou a atenção, que “Drive” fez – isto é, se é a sorte de ainda chegar nos grandes cinemas. Nicolas Winding Refn tem talento, mas sem constrangimento, eu diria que ele deve voltar para sua inspiração na adolescência e fazer um filme de horror (…)”

Deve-se lembrar que muitos filmes anteriores já receberam vaias da imprensa e tornaram-se verdadeiros clássicos, como: “A Aventura” de Michelangelo Antonioni.

“Only God Forgives” parece que perdeu por enquanto sua força para o Oscar, e ainda não tem data de estreia.

Confira as imagens do oitavo dia em Cannes, abaixo:

Nicolas Winding Refn na conferência de "Only God Forgives" - photo: FDC / L. Otto-Bruc

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terça-feira, 21 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 21:00

Festival de Cannes 2013 – Dia 7: "Behind the Candelabra" mostra que tinha potencial para Oscar e "La Grande Bellezza" se aproxima da Palma de Ouro

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Uma semana de Festival de Cannes! Neste sétimo dia, os dois filmes mais esperados receberam uma ótima recepção dos críticos e do público.

Depois de “Aqui é o Meu Lugar”, o diretor Paolo Sorrentino volta por cima na cidade francesa com “La Grande Bellezza“, tendo os atores Toni Servillo, Carlo Verdone, Sabrina Ferilli, Carlo Buccirosso e Iaia Forte no elenco.

A sinopse do filme é a seguinte: Senhoras da aristocracia, novos-ricos, políticos, criminosos de alto nível, jornalistas, atores, nobres decadentes, prelados, artistas e intelectuais – verdadeiros ou presumidos – tecem a trama de relações inconsistentes, todos engolidos por uma Babilônia desesperada que se agita nos palácios antigos, nas imensas vivendas, nas mais belas esplanadas da cidade. Encontram-se todos lá. E não mostram o melhor de si. Jep Gambardella, 65 anos, escritor e jornalista, indolente e desencantado, os olhos perpetuamente embebidos de gin tônica, assiste a esse desfile de uma humanidade oca e derrotada, poderosa e deprimente. Uma fraqueza moral vertiginosa. E, no fundo, Roma, o verão. Esplêndida e indiferente. Como uma Deusa morta.

Durante a conferência de imprensa Paolo Sorrentino, Toni Servillo e Umberto Contarello falaram sobre alguns pontos:

Equipe do filme "La Grande Bellezza" na conferência de imprensa - photo: FDC / L. Otto-Bruc

Paolo Sorrentino acerca da gênese do seu filme:
Conheço Roma há já um certo tempo. Fui lá para trabalhar e depois mudei-me para lá. Tive a oportunidade de recolher muitas anedotas sobre a burguesia e os saraus romanos. “La Grande Bellezza” é o testemunho deste mundo. Mas é a ideia da personagem de Toni que me levou a realizar este filme. Para mim, a pobreza não se conta, vive-se. É por esta razão que o filme não mostra uma pobreza material. Mostra o vazio. Procurei ver o que se esconde atrás do empobrecimento aparente do nosso país. Este filme trata da beleza da vida.

Toni Servillo, o ator principal, acerca da comparação feita entre “La Grande Bellezza” e “La Dolce Vita “de Federico Fellini:
Parece-me que Fellini viu Roma encostado a uma balaustrada, tranquilamente. Paolo viu-a, pelo contrário descendo as escadas. Penso que no plano da linguagem, Paolo faz referência a este mestre que o antecedeu. Fellini alimentava-se do entusiamo que nasceu do pós-guerra. Aqui, o filme trata das oportunidades falhadas. O tom é melancólico.

Toni Servillo, acerca da sua cumplicidade com Paolo Sorrentino e sobre o seu papel:
Para mim, os quatro cenários que Paolo Sorrentino propôs-me são quatro prendas da vida. Também penso que o fato de ser napolitano uniu-nos. Os napolitanos têm esta capacidade de distanciar-se. Como Jep Gambardella no filme. Deseja as coisas tanto como gosta de as perder, mas sempre com ligeireza. Estou muito feliz por ter tido a oportunidade de desempenhar esta personagem, que gosto profundamente.

Umberto Contarello, o argumentista volta para o tema do filme:
“La Grande Bellezza” é a história de um renascimento. A personagem de Jep Gambardella volta para a escrita. É o fio vermelho do filme, que é uma ode à beleza das palavras.

Os críticos gostaram bastante do longa, ainda mais por haver tanto em comum com “La Dolce Vita”. Confira algumas opiniões, abaixo:

O The Telegraph deu cinco estrelas e afirmou: “‘La Grande Bellezza’ é o filme mais ambicioso ao ser exibido até agora em Cannes, um brilhante golpe de cinema para fazer seu coração explodir”.

O London Evening Standard deu cinco estrelas e disse: “Você poderia chamá-lo de duas hora e meia épica de Paolo Sorrentino, uma versão moderna de “La Dolce Vita” de Fellini com uma pitada de sua Roma. Ele pode ser visto como uma versão pretensiosa de ambos, mas é certamente um forte candidato para a Palma de Ouro. O estilo do filme e luxo visual e sua trilha sonora musical igualmente extraordinário, todos recém-cunhados por Lele Marchitelli, e um bom desempenho de Toni Servillo são qualidades vitoriosas“.

A famosa Variety não deixa de também fazer comparações: “Roma, em todo o seu esplendor e superficialidade, artifício e significado, torna-se um enorme banquete rico demais para digerir em uma sessão de Paolo Sorrentino de um denso muitas vezes surpreendente “‘La Grande Bellezza.” Uma homenagem e castigo a cidade cuja magnificência tem famosamente aprisionado seus residentes em crises existenciais, o filme segue um parado autor gradualmente despertado do sono da paralisia intelectual. Muito da visão moderna de Sorrentino sobre os temas de Fellini “La dolce vita”, enfatizando o vazio das diversões da sociedade, “La Grande Bellezza” vai surpreender, confundir e enfeitiçar o público intelectual que anseia por grandes festas cinematográficas”.

O Cine-Vue mostra que gostou, mas nem tanto do longa: “O problema com ‘La Grande Bellezza’ é não a sua atitude em relação à dissipação, mas a própria dissipação. A história fica como Sorrentino faz momentos mágicos mais por causa da magia do que pela história. Maiores trunfos do filme – aprumo visual de Sorrentino e arremesso perfeito do desempenho de Servillo – acabam por onerar a história. Como o retrato de um escritor que não tenha escrito um romance em anos, o último trabalho de Sorrentino se torna uma grande beleza inacessível, tendo infelizmente perdido o enredo”.

A jornalista Deborah Young criticou: “Felizmente, o diretor Paolo Sorrentino sabe melhor do que imitar um gigante e, a ‘La Grande Bellezza’ é mais um arco reverente, pegando onde La Dolce Vita parou há 53 anos. Talvez não surpreendentemente, a cidade eterna, não mudou muito. Embora a visão do caos moral e desordem espiritual, e vazio emocional neste momento no tempo de Sorrentino é ainda mais escuro do que Fellini, ele descreve tudo isso de uma forma agradavelmente criativa que puxa o público através do humor e excesso. Um tempo de execução excessivamente indulgente enfraquece um pouco da diversão em que o filme avança, mas ainda deve fazer uma alta pontuação com o público internacional“.

O jornalista Peter Bradshaw do The Guardian disse: “Paolo Sorrentino voltou a Cannes com um filme lindo (…). É o clássico de alto estilo italiano de Fellini “La Dolce Vita” e do Antonioni “A Noite”: uma ária de tédio romântico entre essas classes com a sofisticação e lazer para apreciá-lo. O ‘La Grande Bellezza’, como a grande tristezza, pode significar amor, ou sexo, ou a arte, ou a morte, mas acima de tudo, aqui, significa Roma, o filme quer afogar-se em profundezas insondáveis ​​de Roma de história e mundanismo. ‘La Grande Bellezza’ é um retorno à forma natural de Sorrentino e linguagem cinematográfica (…)”.

“La Grande Bellezza” torna-se um dos favoritos para Palma de Ouro, e estreia em 25 de Julho na Alemanha – e ainda sem data para cá.

Equipe do filme "Behind the Candelabra" na conferência de imprensa - photo: FDC / T. Delange

Depois de muitas recusas de Hollywood, o diretor Steven Soderbergh vem para Cannes com o polêmico filme “Behind The Candelabra”, e traz atuações surpreendentes de Matt Damon e Michael Douglas; e com Rob Lowe, Dan Aykroyd, Debbie Reynolds e Scott Bakula como elenco de apoio.

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segunda-feira, 20 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 21:00

Festival de Cannes 2013 – Dia 6: Nem Marion Cotillard salva "Blood Ties" do fracasso e James Franco passa a ser respeitado pelos críticos por "As I Lay Dying"

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O sexto dia do Festival Cannes ficou repleto de jovens atores que estão em filmes que dramatizam o passado.

Entre os destaques, o ator e agora diretor James Franco conseguiu pela primeira vez ter o seu filme selecionado ao famoso festival.

O longa adapta o célebre romance de William Faulkner, “Enquanto Agonizo” (As I Lay Dying), e segue a viagem atormentada de uma família que acompanha o corpo da mãe até ao seu túmulo.

Franco também atua e traz no elenco Logan Marshall-Green, Danny McBride, Richard Jenkins, Ahna O’Reilly e Beth Grant.

Antes da apresentação do filme, houve a coletiva de imprensa, confira os pontos principais:

James Franco na conferência de imprensa de "As I Lay Diying" - photo: FDC / GT

James Franco diz como surgiu o seu filme:
O meu pai recomendou-me que lesse As I Lay Dying [Enquanto Agonizo] de William Faulkner quanto eu tinha quinze anos.Li o livro e fiquei seduzido por todo o mistério; era um código que eu tinha de decifrar.Mais velho, sonhei em torná-lo num filme.Sempre pensei que seria um filme excelente e complexo pois, por um lado, é muito complexo a nível psicológico e estrutural e, por outro, trata-se de uma história muito simples:uma família tenta levar a falecida mãe para a cidade para a enterrar.

James Franco lembra de uma recordação especial das filmagens:
Foi a primeira vez que filmei com tantos burros e cavalos.Existem imensas cenas na carroça puxada por cavalos.Uma cena que seria muito simples se as personagens estivessem sentadas numa sala torna-se muito mais complexa quando filmada numa carroça puxada por um animal.Há que ter em atenção o cansaço do animal, há que pôr as câmaras dentro da carroça e quando se quer fazer outro take tem que se voltar a pôr tudo como estava e voltar ao início.Quase tive um esgotamento até ver uma pequena montagem e aperceber-me de que estava a funcionar.

James Franco revela que tipo de cinema o influenciou:
Adoro os irmãos Dardenne, o “Beau Travail” de Claire Denis, a “Maria Antonieta” da Sofia Coppola. Todos eles influenciaram este filme.

James Francos fala do seu próximo projeto:
Adaptamos o terceiro livro de Cormac McCarthy, Child of God [Filho de Deus]. Vamos também fazer uma adaptação do terceiro livro de Andre Dubus, The Garden of Last Days [Jardim dos Últimos Dias].

A reação dos críticos em relação ao filme não foi tão positiva, mas quanto a tentativa de James Franco em adaptar o livro foi mais admirada.

A Variety afirmou: “James Franco interpreta surpreendentemente em linha reta com o seu mais recente trabalho como diretor, uma respeitosa, e um pouco sonâmbula adaptação de William Faulkner de ‘As I Lay Dying‘”.

O jornal The Independent concluiu: “É uma tentativa bastante honrada em adaptar Faulkner, mas finalmente parece muito como um exercício acadêmico para convencer“.

A Rope of Silicon foi categórica: “é um filme para ser respeitado mais por sua visão de cinema ao invés de sua narrativa resultante. Ao adaptar o livro de 1930 de William Faulkner, Franco conseguiu capturar as porcas e parafusos da história, utilizando split-screen para adicionar mais informações para quase todas as cenas. Mas quando o filme rola ao longo, e a curiosidade em função vai embora e a história se faz muito pouco para entreter ou se envolver, você não pode deixar de se perguntar: “Por que estou vendo isso?”.

O crítico Todd McCarthy escreveu: “James Franco tem puxado para fora uma adaptação literária diabolicamente difícil com esta fiel ainda versão cinematográfica vibrante de ‘As I Lay Dying’ de William Faulkner”.

O jornalista Peter Bradshaw do The Guardian disse: “Adaptação do romance de William Faulkner de James Franco talvez não seja totalmente bem-sucedida, mas é uma tentativa corajosa e interessante para colocar um filme com um alto grau de dificuldade.

As I Lay Dying” ainda não tem data de estreia nem para o EUA e nem para o Brasil.

Zoë Saldaña e Marion Cotillard na conferência de imprensa de "Blood Ties" - photo: FDC / G. Thierry

O segundo destaque do dia ficou com o novo filme do diretor Guillaume Canet, e com o elenco estrelar composto por Zoe Saldana, Mila Kunis, Marion Cotillard, Clive Owen, Lili Taylor, Billy Crudup e James Caan.

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domingo, 19 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 21:00

Festival de Cannes 2013 – Dia 5: "Inside Llewyn Davis" torna-se o favorito para a Palma de Ouro e para o Oscar 2014!

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Não teve para ninguém no quinto dia do Festival de Cannes, os holofotes foram todos direcionados para o lançamento de “Inside Llewyn Davis” dos irmãos Joel e Ethan Coen.

Os atores Carey Mulligan, Justin Timberlake, John Goodman, Garrett Hedlund e Oscar Isaac formam o elenco principal e compareceram na cidade francesa.

Se você ainda não conhece a história, o filme seque a vida de um jovem cantor folk no universo musical de Greenwich Village em 1961. Llewyn Davis encontra-se numa encruzilhada. Enquanto que um inverno rigoroso assola Nova Iorque, o jovem, com a guitarra na mão, luta para ganhar a vida como músico, e enfrenta obstáculos que parecem insuperáveis – começando pelos obstáculos que ele próprio criou. Sobrevive graças à ajuda dos amigos ou de desconhecidos, aceitando todo o tipo de trabalhos. Dos cafés do Village até um clube deserto de Chicago, as suas desventuras conduzem-no até uma audição para o gigante da música Bud Grossman – antes de voltar para o lugar de onde vem…

Antes da apresentação do filme, houve a coletiva de imprensa, confira os pontos principais:

Joel Coen sobre o gato no filme:
O filme não tem realmente uma história, nem propriamente uma intriga, por isso acrescentamos o gato. Sim o filme gira em torno do gato!

Oscar Isaac explica o seu papel:
É pouca sorte, a personagem não se encontrava no lugar certo no momento certo. Tinha um comportamento um pouco destruidor. Procurava a autenticidade e não era carreirista. Tinha esse conflito interior, partilhado entre sucesso e fracasso.

Ethan Coen fala do casting:
O casting é da maior importância. Quando escrevemos sobre uma personagem que aparece em cada cena, o ator deve ser capaz de jogar, de se comportar como um músico e de resistir ao longo de uma canção. Não encontramos logo. Até encontrar o Oscar.

Uma ideia do sucesso e do fracasso segundo Justin Timberlake:
Encontramos muitas pessoas que têm talento e que ninguém houve. A carreira de alguém pode ser lançada por acaso. O mais importante é não ficar preso naquilo que não nos deixa expressar-nos.

Carey Mulligan fala da sua experiência de atriz cantora:
Estava bastante nervosa. Então encontramo-nos e trabalhamos a música, ouvimos a música, fizemos escolhas. Joel e Ethan têm uma arte que deixa as pessoas à vontade.

E parece que os irmãos Coen encontraram críticos apaixonados pelo filme. Se comparássemos com o Festival de Cannes do ano passado, parece que “Inside Llewyn Davis” é o “Amor” desse ano no sentido de uma ótima aceitação e recepção – tendo também boas possibilidades de levar a Palma de Ouro de 2013. Além disso, o longa se transformou em um candidato bem sólido e forte para o Oscar 2014 – na categorias Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Oscar Isaac), Melhor Atriz Coad. (Carey Mulligan), Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora.

O site The Wrap disse: “Os irmãos Coen fizeram o que é provável que seja um dos melhores filmes do ano e, certamente, entre os seus melhores trabalhos”.

O importante The Times deu cinco estrelas e afirmou: A partir do momento que Llewyn Davis canta a balada popular Hang Me, Oh Hang Me em um halo de fumaça iluminada no Gaslight Café, no centro de Nova York, em 1961, você sabe que você vai adorar este filme. Com a sua habitual ironia melancólica e sagacidade inexpressiva, os diretores Joel e Ethan Coen levam um jovem cheio de esperança e o submete aos caprichos do inteligentemente destino projetado”.

O jornal de The Guardian com o crítico Peter Bradshaw chamou de o melhor filme do festival até agora! “brilhantemente escrito, terrivelmente deliberado, soberbamente concebido e filmado”.

O London Evening Standard avisou: “É um filme mais leve do que ‘Onde os Fracos não Têm Vez’ e ‘Bravura Indômita’, mas ainda é uma alegria. Talvez um vencedor também”.

O jornalista Craig Kennedy do Living in Cinema escreveu: “É uma bela, ruminação melancólica sobre a natureza caprichosa do sucesso”.

A Variety que foi uma das primeiras a ver o filme, descreveu: o filme é uma “ousadia original” e “altamente emocional”.

O crítico William Goss do MSN Movies sugeriu que era menor trabalho dos irmãos Coen, mas acrescentou: “Para chamar ‘Inside Llewyn Davis’ um trabalho menor não o torna menos um prazer de assistir.

O jornalista Eric Kohn argumenta que o filme “não é o menor dos irmãos Coen”, elogiando o seu uso da música e do seu toque suave. “Uma ode à arte pela arte, ‘Inside Llewyn Davis’ é o filme mais inocente de carreira dos irmãos Coen, que no seu caso é uma francamente realização radical”.

O jornal The Telegraph que costuma a ser bem rígido deu 5 estrelas e disse que o filme é “enigmático, emocionante, irresistível”.

O The Independent destaca que o ator principal Oscar Isaac dá uma “interpretação brilhante” e que Carey Mulligan se coloca em uma atuação divertida.

O The Irish Times disse que a única má notícia diante do ótimo filme dos irmãos Coen, é que os distribuidores irão segurar a estreia até dezembro, já que eles estão vendo altas probabilidades de Oscar em 2014. Aqui no Brasil pelo jeito deve chegar apenas no ano que vem.

“Inside Llewyn Davis” agora tem um longo caminho até a temporada de premiações e precisa se manter forte nos próximos 6 meses, caso queira ser o grande sucesso do ano.

Veja as imagens do quinto dia do Festival, abaixo:

A equipe do filme " Inside Llewyn Davis" - photo: FDC / T. Delange

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sábado, 18 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 21:00

Festival de Cannes 2013 – Dia 4: Benicio Del Toro não consegue salvar o seu novo filme e "Jogos Vorazes: Em Chamas" chega na cidade francesa

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As franquias sempre recebem atenção no Festival de Cannes, e não poderia ser diferente com a esperada continuação “Jogos Vorazes: Em Chamas”.

A Lionsgate fez uma comemoração do seu filme em uma reunião com a imprensa na praia francesa. Entre os presentes estavam o produtor Jon Kilik, co-Presidente da Lionsgate Patrick Wachsberger, os membros do elenco Liam Hemsworth, Jennifer Lawrence e Sam Claflin e o diretor Francis Lawrence.

Liam Hemsworth, Jennifer Lawrence e Sam Claflin na apresentação do filme.

Estas antecipações feitas pelos estúdios acontecem normalmente quando estão esperando uma belíssima bilheteria pelo mundo. Lembrando que este é o primeiro filme que estreia de Lawrence após sua vitória do Oscar de Melhor Atriz por “O Lado Bom da Vida”.

“Jogos Vorazes: Em Chamas” chega aos cinemas brasileiros em 22 de novembro.

O elenco do filme "Jimmy P." na conferência de imprensa - photo: FDC / F. Lachaume

Agora, o filme que estreou e recebeu maior atenção neste quarto dia foi “Jimmy P.” de Arnaud Desplechin, com os atores Benicio Del Toro, Mathieu Amalric, Gina McKee, Larry Pine e Joseph Cross.

A adaptação do livro, segue após a Segunda Guerra Mundial, Jimmy Picard, um Índio Blackfoot que combateu em França, é admitido no hospital militar de Topeka, no Kansas, uma instituição especializada nas doenças do cérebro. Jimmy Picard sofre de muitos problemas: vertigens, cegueira temporária, perda de audição… Na ausência de causas fisiológicas, o diagnóstico é a esquizofrenia. No entanto, a direção do hospital decide pedir o conselho de um etnologista e psicanalista françês, especializado em culturas nativas americanas, Georges Devereux.

Antes da apresentação do filme, houve a coletiva de imprensa, confira os pontos principais:

A propósito do livro:

Arnaud Desplechin: Quando entrei numa livraria e vi o livro, disse-me que tinha sido feito para mim. O que me agrada em Devereux, é que ele democratizou a psicanálise. Ele levou-a até às reservas índias. Ele deu a personagens procedentes de condição humilde, a nobreza dos personagens de Thomas Hardy.

A propósito da dificuldade de interpretar um personagem verídico:

Mathieu Amalric: No início, pensamos que é preciso ler tudo e saber tudo sobre o homem, mas é impossível. Em contrapartida, comecei eu mesmo uma psicanálise. Não conhecia esse mundo. É um mundo de aventuras, como o mergulho submarino com moreias nas profundezas.

A propósito da encenação :

Arnaud Desplechin: Trabalhei com Dina Goldman (decoradora americana). Tentei explicar-lhe os princípios da Nova Vaga: como o facto de tentar reconstituir, o melhor possível, os eventos tal como se tinham passado.

A propósito da noção de “estrangeiro”:

Arnaud Desplechin: Trata-se de dois homens, um oriundo do Montana, outro francês, e eles encontram-se longe de tudo. É a história de dois homens que se tornam americanos. O que me comoveu mais, é que Jimmy nunca mais regressou à sua reserva. Depois ele partiu para Seattle, viver outra vida.

A propósito da “experiência americana”:

Arnaud Desplechin: Como dizia Renoir: “Nada se parece mais com um sapateiro da Índia que um sapateiro de Paris”. Nunca me disse que era o meu primeiro filme americano. Tinha que fazer este filme, e ele só poderia ser feito nesse continente.

A reação dos críticos em relação ao filme foi não tão positiva quanto o esperado.

A Variety disse: “Trabalho de primeira linha pelo designer de produção Dina Goldman e figurinista David C. Robinson que acrescenta ao olhar o período polido do filme, enquanto a mal-humorada, melodramática trilha sonora original por Howard Shore aumenta com muitas cenas, uma vez que corre o risco de se afogar”.

A jornalista Deborah Young afirmou: “Nas primeiras cenas, Del Toro dedica tanto esforço visível para atuar a parte que o seu desempenho é perturbador. Mas à medida que o filme avança, ele se torna mais natural em um papel complexo, deixando o espectador com a memória de uma mente poderosa e incomum, um homem que gostaríamos de saber.”

O site Rope of Silicon não deu uma revisão positiva: “Tudo neste filme apresentado foi feito para se sentir como se fosse importante e acabaria por ter algo a ver com a forma como tudo vem junto, mas no final é apenas um filme sobre um médico e seu paciente. A história de Jimmy é interessante, mas esta abordagem clínica para a história não era o caminho que deveria ter sido dito”.

O jornal britânico The Guardian deu apenas uma estrela e disse: “Cenas têm o hábito de parar a qualquer momento, com ou sem trilha sonora gritante, há também algumas mudanças estranhas de iluminação”.

O What Culture gostou do longa e descreveu: “O filme também é filmado maravilhosamente – especialmente as sequências que retratam os sonhos de Jimmy P como descrevê-los durante as sessões, e embora o ritmo é um pouco lento, é necessário“.

“Jimmy P.” ainda não tem data de estreia para o Brasil.

Confira as imagens do quarto dia do Festival, abaixo:

Benicio Del Toro na conferência de imprensa de "Jimmy P" - photo: FDC / F. Lachaume

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sexta-feira, 17 de maio de 2013 Cannes 2013, Cinema | 21:00

Festival de Cannes 2013 – Dia 3: Roubo de joias, tiros, preview dos filmes Oscar 2014 e o novo longa de Asghar Farhadi

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O terceiro dia do Festival de Cannes 2013 se destacou mais pelos acontecimentos em torno da cidade do que pelas estreias de filmes.

Roubo de Joias

As joias que foram roubadas durante o Festival

As joias da marca Chopard no valor de mais de 1 milhão de dólares foram roubadas no Festival de Cannes. As joias foram retiradas do cofre de uma suíte em um hotel durante a noite. E normalmente, essas joias são empresadas para que as estrelas usem no tapete vermelho.

A polícia de Cannes revelou que todo o cofre foi retirado da parede do quarto do hotel. O suspeito foi capaz de chegar até o cofre por meio de uma sala adjacente com uma porta comunicante. Eles acrescentaram que acreditam que o roubo pode ser um trabalho interno, e que funcionários do hotel estão sendo questionados. A polícia está na cidade vizinha de Nice, e estão conduzindo a investigação do caso.

Sabe-se que Cannes é, tradicionalmente, uma grande vitrine para as marcas de moda e joias.

Tiros

Os atores Christoph Waltz e Daniel Auteuil se protegendo dos "tiros".

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